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Coral do Sindy celebra dois anos como espaço de convivência, música e bem-estar no MRE

Nesta quinta-feira (26), o Coral do Sindy completa dois anos de existência, consolidando-se como um espaço de convivência, integração e cuidado com o bem-estar de servidoras e servidores, pessoas aposentadas e terceirizadas e estagiárias e estagiários do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Criado como uma iniciativa de lazer e congraçamento no ambiente de trabalho, o coral tem se afirmado como uma experiência coletiva que vai além da música.

Idealizado para ocupar um espaço de descontração no cotidiano institucional, o coral nasceu da percepção de que a música poderia aproximar pessoas em um Ministério marcado por uma dinâmica intensa e por frequentes movimentações de pessoal. “A ideia era criar um espaço de convivência que fosse também de lazer, dentro do ambiente de trabalho, e que pudesse congregar as pessoas por meio da música”, explica Gabriela Perfeito, presidente do Sinditamaraty e integrante do coral.

Desde o início, a principal característica, e o maior desafio do Coral do Sindy, tem sido a rotatividade de seus integrantes. A própria natureza do trabalho no MRE, com constantes remoções, viagens e missões no exterior, impede a formação de um grupo fixo ao longo dos anos. “Essa impermanência é um desafio, porque dificulta a consolidação de um repertório fixo, mas, por outro lado, é também uma força, porque mais pessoas têm a oportunidade de participar”, avalia Gabriela.

Apesar dessa dinâmica, o coral segue se reinventando a cada ciclo, com novos repertórios e novos integrantes, mantendo o entusiasmo coletivo. “O início foi muito empolgante e continua sendo. O coral funciona em ondas, com fluxos de participação, especialmente quando há apresentações, que sempre renovam o interesse das pessoas”, destaca.

Sob a regência do maestro Deyvison Miranda, os ensaios são conduzidos de forma acessível e acolhedora. O foco está no desenvolvimento vocal, no aprendizado sobre respiração e fisiologia da voz e, sobretudo, no trabalho coletivo. “O coral é um exercício de escuta, cooperação e harmonia. Cada voz tem seu papel, e o bom resultado só acontece quando todos trabalham juntos”, ressalta o maestro.

Essa lógica do canto coral dialoga diretamente com a estrutura do próprio Ministério das Relações Exteriores. Assim como no coral existem quatro vozes, soprano, contralto, tenor e baixo, no MRE cada carreira tem atribuições e responsabilidades distintas. Nenhuma voz se sustenta sozinha, e nenhuma carreira é mais importante do que a outra. O funcionamento institucional só acontece quando todas atuam de forma coordenada, em equilíbrio e com escuta mútua.

A presidente do Sinditamaraty reforça essa analogia como um dos valores centrais do Coral do Sindy. “No coral, cada pessoa faz a sua parte em prol do bem comum. O resultado final só aparece quando todas as vozes estão em harmonia. Esse é um símbolo muito bonito do que queremos para o Ministério: cooperação, respeito e a compreensão de que o todo é maior do que a soma das partes”, afirma.

 

Trajetória de amadurecimento e reconhecimento 

Ao longo desses dois anos, o Coral do Sindy amadureceu artisticamente e ganhou reconhecimento interno. “Hoje, as pessoas sabem que o coral existe, gostam de ouvir e querem fazer parte. Isso mostra uma evolução não apenas musical, mas também de pertencimento”, afirma Gabriela. Para ela, o coral tem um significado especial tanto no plano pessoal quanto institucional, além de representar um espaço onde as hierarquias se diluem, as pessoas interagem de forma horizontal e descobrem talentos, em momentos de diversão e expressão.

Além de promover a integração entre servidores da ativa, o coral também tem um papel importante na inclusão de aposentados, que encontram nos ensaios uma forma de manter vínculos e retomar a convivência com colegas. 

Entre os momentos marcantes da trajetória do Coral do Sindy estão apresentações que emocionaram o público, como as cantatas de Natal  realizadas no Palácio do Itamaraty e na Câmara dos Deputados, a participação em eventos institucionais e a apresentação no Salão Negro do Congresso Nacional. 

Mais do que um grupo musical, o Coral do Sindy se consolidou como um espaço de cuidado com a saúde mental e de fortalecimento das relações humanas no ambiente institucional. 

Para os próximos anos, a expectativa é ampliar a participação, fortalecer o grupo e expandir a presença do coral em eventos do próprio Itamaraty. O Coral do Sindy segue aberto a novos participantes. Mais do que cantar bem, o convite é para quem deseja compartilhar vozes, experiências e construir, coletivamente, um ambiente de trabalho mais saudável e humano.



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Um ano de PPEAD: Sinditamaraty consolida rede de proteção e acolhimento no MRE

Desde a implementação do Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação (PPEAD) no Ministério das Relações Exteriores (MRE), há um ano, o Sinditamaraty tem intensificado sua atuação para transformar diretrizes em suporte real. O objetivo é claro: fortalecer uma cultura de prevenção e garantir que ninguém se sinta desamparado.

Com a instituição do Plano, que define fluxos para lidar com casos de assédio moral, sexual e discriminação, o sindicato expandiu suas frentes de escuta qualificada. Mais do que acompanhar processos, a entidade foca na disseminação de informações seguras sobre os canais de denúncia e acolhimento.

Um dos pilares dessa atuação é o atendimento personalizado. As pessoas que buscam o sindicato encontram um espaço seguro para sanar suas dúvidas e entender a gravidade de situações vividas no ambiente de trabalho.

Ao mediar o entendimento sobre procedimentos administrativos e encaminhar casos às instâncias competentes, o sindicato atua como um facilitador do PPEAD. Segundo a entidade, esse suporte é vital para reduzir a insegurança de quem, muitas vezes, teme represálias ou encontra barreiras burocráticas para denunciar.

“​O ato de denunciar é de extrema importância, ainda que desejássemos que esses fatos nem chegassem a acontecer. Infelizmente, muitos se calam por não confiarem no sistema ou por acreditarem que a ausência de provas tornará a denúncia inútil. Precisamos combater essa percepção de que 'não vai dar em nada”, pontuou a presidente do Sinditamaraty, Gabriela Perfeito.

Para a entidade, o enfrentamento eficaz começa antes do conflito. Por isso, o sindicato investe em campanhas informativas que ajudam a identificar precocemente comportamentos inadequados, evitando a naturalização de práticas que adoecem o ambiente de trabalho. 

“O PPEAD foi um avanço histórico, mas o combate ao assédio exige vigilância constante. Nosso papel é garantir que as pessoas conheçam seus direitos e tenham segurança psicológica para buscar apoio”, destaca a assessora de relacionamento do Sinditamaraty, Eliane Monteiro.

2º Congresso Internacional: O debate ganha escala

Como parte dessa agenda estratégica, o Sinditamaraty promove, nos dias 5 e 6 de maio, o 2º Congresso Internacional de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no Serviço Público. O evento reunirá especialistas e gestores públicos para discutir o aprimoramento das políticas de bem-estar e a construção de ambientes de trabalho mais equânimes e dará destaque às questões de gênero e raça.

Além do evento, o sindicato mantém um diálogo crítico e construtivo com a administração do Itamaraty, defendendo capacitações periódicas para chefias e o fortalecimento de ações educativas contínuas.

Também lançou o livro “Assédio é Violência, o enfrentamento que constrói o amanhã”. A obra reúne artigos de diversos especialistas ampliando a discussão sobre o assédio moral, sexual e a discriminação.

Para o Sinditamaraty, um ambiente de trabalho digno não se faz apenas com normas escritas, mas com o compromisso ativo de todas as carreiras. Ao completar um ano de PPEAD, a entidade reafirma que a luta contra o assédio e a discriminação é uma prioridade inegociável da representação sindical.

Clique aqui para acessar o Plano completo

Canais de denúncia

Para denunciar um caso de assédio ou discriminação que esteja vivendo ou saiba que ocorre com o colega, procure o Sinditamaraty pelo telefone 55 (61) 99828-4670 e/ou pelo e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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MRE publica portaria que amplia diversidade na seleção de estagiários

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) publicou a Portaria nº 649, de 4 de fevereiro de 2026, que estabelece novas regras para tornar mais diversa a seleção de estagiários do Itamaraty.

Com o objetivo de garantir a equidade, a diversidade e a democratização, a norma institui a reserva de vagas para pessoas trans, indígenas e quilombolas na fase de entrevistas. A medida mantém aquelas já previstas em lei para pessoas negras e pessoas com deficiência.

De acordo com o texto, a distribuição das vagas para a etapa deverá observar os seguintes percentuais:

 

Grupo Beneficiado

Percentual de Vagas

Pessoas Negras

30%

Pessoas com Deficiência (PcD)

10%

Pessoas Indígenas

5%

Pessoas Quilombolas

3%

Pessoas Trans

2%



Para ter direito às cotas, é necessária a apresentação de documentação comprobatória, exceto no caso de pessoas trans.

  • Indígenas: devem apresentar o Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (RANI) ou declaração de sua comunidade assinada por liderança reconhecida;
  • Quilombolas: devem apresentar declaração da associação da comunidade ou certificado emitido pela Fundação Cultural Palmares (FCP);
  • Pessoas trans: devem preencher autodeclaração disponibilizada pelo MRE.

A portaria também estabelece que os candidatos que se declararem cotistas terão seus nomes divulgados em listas específicas do processo seletivo, além de constarem na lista de ampla concorrência. Durante as entrevistas e no exercício do estágio, os cotistas terão os mesmos direitos e deveres que os demais candidatos.

Caso não haja candidatos suficientes em determinado grupo, as vagas remanescentes serão destinadas à ampla concorrência. O MRE também prevê a apuração de denúncias de fraude, e pode aplicar sanções aos candidatos que prestarem informações falsas.

As novas regras já estão em vigor. O Itamaraty terá o prazo de quatro meses para adequar seus sistemas informatizados às novas modalidades de inscrição.

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Sinditamaraty participa de lançamento do livro sobre os 90 anos do Salário Mínimo

O Sinditamaraty participou, nesta terça-feira (10), do lançamento do livro “Salário Mínimo no Brasil: 90 anos de História, Lutas e Transformações”. O evento, que ocorreu na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, marcou as nove décadas de existência do piso nacional e celebrou os 20 anos da Política de Valorização do Salário Mínimo. 

A assessora de Relacionamento, Eliane Monteiro, representou a entidade e expressou o compromisso do Sinditamaraty com a defesa dos direitos trabalhistas, a valorização do serviço público e o fortalecimento de políticas sociais e de trabalho digno, que promovam justiça social e redução das desigualdades.

A publicação resgata a trajetória histórica do salário mínimo no Brasil, destacando seu papel central na proteção social e na garantia de direitos ao longo dos últimos 90 anos. O livro também aborda a influência do piso nacional na organização do mercado de trabalho e na melhoria das condições de vida de milhões de brasileiros.

O lançamento celebrou ainda os 20 anos da Política de Valorização do Salário Mínimo, reconhecida como um marco das políticas públicas de inclusão social e fortalecimento do mercado interno, ao assegurar ganhos reais ao piso nacional e ampliar seus efeitos positivos sobre benefícios previdenciários e programas sociais.

Durante o evento, autoridades, representantes de entidades sindicais e especialistas falaram sobre a relevância histórica e contemporânea do salário mínimo, bem como os desafios para a manutenção e o aprimoramento da política de valorização nos próximos anos.

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