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Políticas afirmativas e Programa Federal de Enfrentamento ao Assédio marcam debates

O segundo dia do 2º Congresso Internacional de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no Serviço Público foi marcado por reflexões sobre inclusão, transformação institucional e estratégias de combate às violências no ambiente de trabalho. Os debates reuniram especialistas, representantes sindicais e gestores públicos em torno da construção de um serviço público mais diverso, seguro e acolhedor.

O primeiro painel do dia, com o tema “Políticas afirmativas no Brasil: legado e novos horizontes no serviço público”, destacou o papel das ações afirmativas na ampliação da representatividade e no combate às desigualdades históricas dentro das instituições públicas. Os participantes ressaltaram que a promoção da equidade racial, de gênero e social precisa estar associada não apenas ao acesso aos espaços institucionais, mas também à garantia de permanência, valorização profissional e participação nos espaços de decisão.

As discussões apontaram que as políticas afirmativas representam instrumentos fundamentais para transformar estruturas historicamente excludentes e construir ambientes mais democráticos. Também foi defendida a necessidade de formação contínua, revisão de práticas institucionais e fortalecimento de culturas organizacionais comprometidas com o respeito à diversidade e à dignidade humana.

Na sequência, o painel “Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação” aprofundou o debate sobre os desafios para implementação de políticas efetivas de proteção no serviço público.

A Diretora de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e Discriminação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Ariana Frances,  destacou a relevância da construção de programas permanentes de enfrentamento ao assédio e à discriminação, ressaltando avanços normativos como a Portaria nº 6.719. Segundo ela, as iniciativas precisam ir além da formalização de normas e incorporar mecanismos efetivos de responsabilização, aliados a uma perspectiva formativa baseada na educação permanente dos servidores.

Ariana também enfatizou a importância dos espaços sindicais como locais de acolhimento e escuta, defendendo que o combate às violências institucionais exige cuidado, intencionalidade e revisão de práticas e normas que acabam por naturalizar comportamentos abusivos.

A Advogada especialista em Direitos Humanos, Myrelle Jacob,  chamou atenção para a dimensão relacional das violências no ambiente de trabalho. Para ela, o problema do assédio está diretamente ligado à forma como as pessoas se relacionam dentro das instituições. A palestrante explicou as três esferas da violência — individual, institucional e estrutural — e defendeu a adoção de estratégias organizadas e centradas nas pessoas para enfrentar o problema de maneira efetiva.

As falas do Assistente Social e Docente Adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Daniel Campos e da moderadora Betânia Lemos reforçaram a necessidade de articulação institucional e fortalecimento das políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento das discriminações. O debate evidenciou que a construção de ambientes de trabalho seguros depende da integração entre gestão, formação continuada, canais de acolhimento e responsabilização, além da atuação coletiva das entidades representativas.

Ao longo do painel, os participantes destacaram que o enfrentamento ao assédio e à discriminação não pode se limitar à reação diante de casos já ocorridos, mas deve envolver ações permanentes de prevenção, escuta e transformação cultural no serviço público.

Os debates reforçaram que políticas afirmativas e programas estruturados de enfrentamento às violências institucionais são agendas complementares na construção de um serviço público mais inclusivo, saudável e comprometido com os direitos humanos.

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Sinditamaraty abre 2º Congresso Internacional de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no Serviço Público

Teve início nessa terça-feira (5), em Brasília, o 2º Congresso Internacional de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no Serviço Público. O evento reúne, até esta quarta-feira (6), especialistas, autoridades e representantes sindicais para debater estratégias de combate a práticas discriminatórias no setor público.

A programação do primeiro dia foi realizada no Palácio do Itamaraty e contou com painel temático e cerimônia oficial de abertura.

Painel inaugural destaca agenda de equidade na América Latina

O congresso começou com o painel “Transições de nosso tempo: agenda antirracista e de equidade na América Latina – liderança sindical feminina e negociação coletiva”.

Durante o debate, foram apresentados dados que evidenciam a baixa presença feminina em cargos no setor público — cerca de 22%. A presidente do Sinditamaraty, Gabriela Perfeito, afirmou que os números reforçam a urgência de enfrentar as desigualdades. Segundo Gabriela, a entidade tem atuado no fortalecimento da liderança sindical feminina e na ampliação da participação das mulheres nos espaços de decisão governamental.

A moderadora do painel, Rita Pinheiro, diretora de Relações de Trabalho no Setor Público do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), destacou avanços, mas alertou para a necessidade de vigilância constante. “Os direitos que demoraram décadas para serem conquistados podem ser perdidos em segundos. Esse é o nosso desafio”, afirmou.

Também participaram do painel, Tamara Barbara, responsável por afrodescendentes no Public Services International; Erika Ayala, do Equador; Aini Victoria Villa Murillo, da Colômbia.

Abertura reforça compromisso com inclusão e diversidade

A cerimônia de abertura marcou oficialmente o início do congresso e reuniu autoridades e lideranças sindicais.

A presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, enfatizou o papel central das mulheres no enfrentamento ao assédio e à discriminação. “Não existe democracia real sem a participação das mulheres”, declarou.

Já a secretária nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Isadora Nascimento, destacou que as desigualdades são estruturais. “As desigualdades são expressões de instituições históricas. O que ocorre é a naturalização da exclusão. Reconhecer esses processos é fundamental para a formulação de políticas públicas”, afirmou. Ela também ressaltou a importância de promover transformação cultural, com iniciativas concretas, espaços de escuta e processos formativos voltados à diversidade.

O presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), João Domingos, defendeu a centralidade das pautas internacionais e a necessidade de reverter a imagem historicamente estigmatizada do servidor público.

Já o presidente da Fundação Palmares, João Jorge, abordou a importância de alinhar o país à sua realidade social. “Queremos o Brasil do presente, não apenas o do futuro. A diplomacia é um dos caminhos para essa construção”, afirmou.

A deputada federal Érika Kokay trouxe ao debate o tema do assédio organizacional e defendeu o fortalecimento de instrumentos legais. “É preciso avançar na aprovação de convenções e na legislação. Os processos de negociação também dependem da postura do governo”, destacou.

Durante as falas, também foi ressaltada a importância de fomentar a negociação coletiva como instrumento para a construção de instituições mais justas, inclusivas e democráticas.

Também discursaram: a Ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Edilene Lobo; a assessora jurídica da Presidência do Superior Tribunal Militar (STM), Mariana Ferrer.

    Congresso propõe caminhos para o enfrentamento

    Em sua segunda edição, o congresso busca promover o intercâmbio de experiências e a construção de propostas concretas para o enfrentamento ao assédio e à discriminação no serviço público.

    A programação segue nesta quarta-feira (6), com novos painéis e debates.

    Serviço

    O evento ocorre nos dias 5 e 6 de maio, em Brasília, e reúne representantes do Brasil e de outros países da América Latina.

    Confira a programação completa aqui





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    Confira a programação completa do 2º Congresso Internacional de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no Serviço Público

    O 2º Congresso Internacional de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no Serviço Público,  um dos principais encontros do país contra o assedio e a discriminação, agora com recorte de gênero e raça, começa nesta terça-feira (5). 

    A abertura da segunda edição do congresso será realizada no dia 5, no Palácio Itamaraty. No dia 6, a programação terá continuidade na Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC).

    Promovido pelo Sinditamaraty, o congresso propõe um espaço de diálogo, troca de experiências, capacitação e construção coletiva para o enfrentamento dos atuais desafios para as pessoas que trabalham e defendem um serviço público mais seguro, digno e democrático.

    As inscrições para participação gratuita foram encerradas no início da tarde desta segunda-feira (4). A expectativa é reunir cerca de 200 participantes.

     

    Confira a programação completa:

     

    5 de maio de 2026 | Palácio do Itamaraty – Sala San Tiago Dantas

    16h30 | Painel Inaugural: “Transições de nosso Tempo – Agenda Antirracista e de Equidade na América Latina: liderança sindical feminina e negociação coletiva”

    Participantes:

    • Gabriela Perfeito – Presidente do Sinditamaraty
    • Erika Ayala – Especialista em Direitos Humanos e Liderança Regional (FENAJE – Equador)
    • Tamara Barbará – Presidenta da Comisión Afrodescendiente del Sindicato de Personal Legislativos de Argentina
    • Aini Victoria Villa Murillo – Presidenta do SINAFROCOL
    • Sônia Zerino – Presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
    • João Jorge Rodrigues — Presidente da Fundação Cultural Palmares
    • Moderadora: Rita Pinheiro – Diretora de Relações de Trabalho no Serviço Público do Ministério da Inovação e da Gestão no Serviço Público (MGI)

     

    19h30 | Cerimônia de Abertura

    Participantes:

    • Gabriela Perfeito – Presidente do Sinditamaraty
    • Edilene Lobo — Ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
    • Sônia Zerino — Presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
    • João Domingos — Presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB)
    • Embaixadora Vanessa Dolce — Alta Representante para Temas de Gênero do Ministério das Relações Exteriores (MRE)
    • Isadora Nascimento — Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (SNDPD/MDHC)

     

    6 de maio de 2026 | CNTC

    8h às 9h | Credenciamento

     

    9h | Painel: “Políticas afirmativas no Brasil – legado e novos horizontes no serviço público”

    Participantes:

    • Jassiara Santos – Diplomata e economista
    • Anna Paula Feminella – Especialista em Gestão Pública e Direitos Humanos
    • Artur Sinimbu – Vice-presidente da ANESP
    • Larissa Santiago – Secretária Executiva do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (MIR)
    • Moderadora: Ana Paula Moreira – Secretária-Executiva da Afipea Sindical 

     

    10h30 | Painel: “Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação”

    Participantes:

    • Ariana Frances – Diretora de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e Discriminação (MGI)
    • Daniel Campos – Assistente social e docente adjunto da UFRJ
    • Myrelle Jacob – Advogada especialista em Direitos Humanos
    • Moderadora: Betânia Lemos – Presidenta da ENAP

     

    12h às 14h | Intervalo para almoço

     

    14h | Painel: “Experiências Vivas de Enfrentamento à Violência Institucional no Serviço Público – Estratégias sindicais, resistência e defesa do trabalho digno e decente”

    Participantes:

    • Ivana Vilela – Secretária-Geral do Conselho de Gestão Estratégica do Sinditamaraty
    • Julio Fuentes - Presidente da Confederación Latino-Americana de Trabajadores Estatales (CLATE)
    • Alessandra Barros - Presidente da INTELIS
    • Nely Maria Pereira de Jesus - 2° Vice-presidente do Sindifisco Nacional
    • Luís Guilherme Resende de Assis  - Diretor Nacional Administrativo do SindMPU
    • Moderadora: Karin Cristina Peiter – Diretora da Mulher da Fenapef

     

    15h30 | Painel: “Tema: NR-1 – Riscos Psicossociais e Direito à Saúde e Segurança no Serviço Público”

    Participantes:

    • Eliane Monteiro Cesário – Assessora de Relacionamento do Sinditamaraty
    • Diogo Raeder – Líder do Setor de Promoção da Saúde do MRE / dirigente do Sinditamaraty
    • Ileana Neiva Mousinho - Subprocuradora-Geral do Trabalho
    • Moderadora: Marcelise Azevedo – Conselheira da Comissão de Ética Pública da Presidência da República

     

    17h às 17h15 | Intervalo

     

    17h15 | Painel: “Democracia e Violência Política de Raça e Gênero”

    Participantes:

    • Luba Melo – Líder sindical e ativista internacional
    • Cezar Britto – Advogado trabalhista
    • Bianca Maria Gonçalves – Especialista em Direito Constitucional e Eleitoral
    • Márcia Abrahão – Ex-reitora da UnB
    • Federico Dávila – Vice-presidente da Internacional de Serviços Públicos (ISP Global Union)
    • Moderador: João Domingos – Presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB)

     

    19h | Encerramento

    Participantes:

    • Gabriela Perfeito – Presidente do Sinditamaraty
    • Erika Ayala – Especialista em Direitos Humanos e Liderança Regional (FENAJE – Equador)
    • Tamara Barbará – Presidenta da Comisión Afrodescendiente del Sindicato de Personal Legislativos de Argentina
    • Aini Victoria Villa Murillo – Presidenta do SINAFROCOL
    • Elizabeth Hernandes — Vice-presidenta da Anesp e consultora da Organização Panamericana de Saúde (OPAS)
    • Alison Souza Presidente do Sindilegis — Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União
    • Gustavo Buttes — Presidente da ADB Sindical
    • João Domingos — Presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB)

     

    Serviço

    2º Congresso Internacional de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no Serviço Público

    Data: 5 e 6 de maio

    Local

    Abertura no dia 5 de maio (terça-feira): Auditório San Tiago Dantas (Palácio do Itamaraty)

    Dia 6 de maio (quarta-feira): Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC)

     

    Mais informações na página do evento.

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    Sinditamaraty participa da formatura de novos Diplomatas e da entrega da Ordem de Rio Branco

    O Sinditamaraty marcou presença, nessa quarta-feira (29), na cerimônia de formatura da nova turma de Diplomatas, recém-egressos do Instituto Rio Branco (IRBr), e solenidade de imposição de insígnias da Ordem de Rio Branco.  

    Instituída em 1963, a Ordem de Rio Branco é a mais alta condecoração concedida pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) a personalidades que se destacaram por relevantes serviços prestados ao país, reforçando o compromisso do Brasil com sua atuação internacional.

    Durante a cerimônia, também foram homenageados os novos Diplomatas da turma 2025-2026. Em um gesto de profundo significado histórico e social, os formandos escolheram como patrona Esmeraldina Carvalho Cunha, um ícone da luta por justiça e igualdade, simbolizando os valores que a nova geração leva para o Itamaraty. 

    A presidente do Sinditamaraty, Gabriela Perfeito, destaca a importância do reconhecimento e do fortalecimento do Serviço Exterior Brasileiro (SEB). “O papel das servidoras e dos servidores do MRE é o fundamento da atuação do Estado brasileiro no cenário internacional, contribuindo para o desenvolvimento nacional e o fortalecimento do serviço público. A chegada de novos servidores ao SEB representa um passo importante para a ampliação do quadro e para o aprimoramento contínuo dessa atuação”.

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