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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou estudo que mostra a alta rotatividade nos cargos de livre nomeação – os que não são preenchidos por concurso público, o que gera um desperdício de recursos e descontinuidade de políticas públicas. Segundo o Ipea, 30% destes nomeados para o serviço público desistem do cargo em menos de 1 ano da posse. E ainda, 25% não completam um mandato presidencial, de quatro anos.

Segundo o Ipea, “o governo federal altera 30% dos nomeados para cargos de DAS no primeiro ano de exercício de suas funções; a probabilidade de um nomeado sobreviver por quatro anos em um cargo é de apenas 25%. Essa instabilidade produz efeitos deletérios suprapartidários para a gestão. ”

De acordo com o estudo, a duração de servidores nos cargos de livre nomeação é ainda menor por conta do tempo de permanência dos ministros, porque boa parte dos nomeados está na alta burocracia, porque eles não possuem vínculos com o serviço público e/ou porque trabalham em Brasília.

Os servidores dos cargos de livre nomeação atuam em média 25 meses. A média sobe para 26 meses quando o nomeado já era do serviço público e caí para 21 meses, quando o indicado era do setor privado.

Para a pesquisa, o Ipea analisou quase 128 mil casos de servidores que passaram por cargos de direção e assessoramento superior entre os anos de 1999 e 2017.

“O reduzido tempo de permanência de nomeados no cargo é um dos principais obstáculos para o Estado ampliar suas capacidades e tornar mais eficiente o ciclo de planejamento das políticas públicas”, conclui o Ipea.

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