Todas as categorias do Ministério das Relações Exteriores (MRE) juntas têm conseguido um resultado brilhante desde o início da pandemia do coronavírus no que diz respeito à repatriação de brasileiros e, em alguns casos, seus familiares estrangeiros. Até a metade de julho, mais de 40 mil pedidos de repatriação foram atendidos. 

O Itamaraty repatriou os brasileiros vindos de 86 diferentes países, garantindo a vontade deles de estar no Brasil durante esse problema de saúde pública mundial. Situação que fechou fronteiras terrestres e aéreas, inviabilizando e suspendendo voos comerciais, entre outros impedimentos que não permitiram que estes brasileiros voltassem por conta própria ao Brasil.

Até mesmo um Grupo Consular de Crise (G-CON) foi criado no MRE para atender os brasileiros que precisaram de ajuda para regressar à pátria. Neste grupo atuam Assistentes de Chancelaria, Diplomatas, Oficiais de Chancelaria e servidores que integram o Plano de Classificação de Cargos (PCC) e o Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE).

A importância da repatriação
A repatriação é importante para evitar transtornos como o que passou a oficial da chancelaria Carolina Lannes Gonçalves, seu esposo e um filho de anos. Ela trabalha em Cantão, na China, primeiro país afetado pela pandemia do coronavírus. “Diante de toda a situação, tomamos a decisão de retirar meu filho do país. Assim sendo, aproveitando que tinha um afastamento trimestral em aberto, eu e meu filho partimos para o Brasil. A viagem ocorreu neste dia porque tivemos 4 voos cancelados anteriormente, quando todas as companhias aéreas começaram a suspender o serviço para a China. Uma jornada que normalmente levaria 30 horas levou 47, e com o risco de cancelamento de voos em todo o tempo”, relata a oficial de chancelaria.

Carolina conta que a evolução de casos na China já tinha melhorado e no resto do mundo começando a piorar, inclusive no Brasil. Por isso, decidiu retornar à China. “Contratamos passagens com diversas companhias. Todas foram eventualmente canceladas. Pensamos em todas as rotas possíveis, mas as portas estavam fechadas por onde olhamos. Podíamos entrar na China, mas não conseguíamos chegar na China. No total, foram 9 tentativas canceladas”.

Apenas no 10º voo marcado, e com mais de 58 horas de viagem por conta de conexões, além de 14 dias de isolamento ao chegar na China, Carolina e a família conseguiram voltar para Cantão, no posto onde trabalham. Tanto par vir ao Brasil quanto para voltar foram tentativas frustradas, muitos gastos e descaso, tudo decorrente do caos provocado pela pandemia.

Um trabalho árduo
O Sinditamaraty já parabenizou, mas volta a exaltar todos os servidores envolvidos neste processo de repatriação em um momento tão difícil para o mundo todo. “Para garantir o retorno dos brasileiros, não são poucas as pessoas que estão diretamente em plantão, de sobreaviso, concentrados nos aeroportos, nos postos e no Brasil, para garantir o atendimento aos nossos cidadãos”, diz uma nota oficial da entidade.

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