O Sinditamaraty realizou nesta terça-feira (4), a primeira Assembleia Geral Extraordinária de forma virtual. A realização seguiu as regras estatutárias e a Assembleia foi transmitida para os filiados pelo Youtube e pela fanpage do Sinditamaraty no Facebook. Nela, foram discutidos a inclusão do Sinditamaraty ao Fórum Nacional Permanente das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), a adesão à campanha pela vida e pela democracia também do Fonacate e para uma apresentação da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público - Reforma Administrativa.

Primeiro a falar, o deputado Israel Batista, presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, destacou que é sempre bom poder discutir o serviço público brasileiro. “Com a pandemia vimos que o serviço público brasileiro é essencial e quebra a narrativa que não atendemos a sociedade. A Frente entende que é preciso aperfeiçoar o serviço público. A Reforma Administrativa não pode acontecer na pressa por causa da necessidade de economizar. Essas reformas importantes para o Brasil precisam levar em conta a peculiaridade do país. O Brasil não pode precarizar a relação com o serviço público. Estamos na fase de profissionalizar”, defendeu.

João Marcelo Melo, presidente do Sinditamaraty, reforçou a ideia apresentada pelo deputado. “Acho que o Itamaraty foi quase um laboratório de teste para essas questões de corte do serviço público e isso teve efeito negativo no Itamaraty como, por exemplo, agora na resposta da pasta à pandemia. Agora que a gente precisou de repatriar 40 mil brasileiros e dependemos de recursos adicionais para conseguir”.

Bráulio Cerqueira, secretário executivo da Unacon Sindical, também defendeu o funcionalismo público. “A gente observa que a qualidade do serviço não é um problema, podemos aperfeiçoar os serviços e a entrega. Mas, é equivocado falar de inchaço da máquina. É fakenews atribuir a crise fiscal ao serviço público. A retomada da economia não será com o corte de salário do servidor. Recolocar o Brasil nos trilhos não vai se fazer precarizando as relações de trabalho, em particular no serviço público”, argumentou.

Ingresso ao Fonacate
Presidente do Fonacate, Rudinei Marques, também estava na mesa da Assembleia. Para ele, o Sinditamaraty tem muito a contribuir com o Fonacate. “O Fórum que tem se consagrado em tudo que atinge a administração pública, tem tido um espaço muito importante de diálogo. Temos insistido sempre no diálogo e levamos sugestões. Buscando que parem de tratar o serviço público como um estorvo para o país. O Sinditamaraty é grande parceiro e precisamos dessa expertise de vocês em relação ao serviço público”.

Também sobre o ingresso do Sindicato ao Fonacate, a ministra e representante dos diplomatas no Conselho Deliberativo do Sinditamaraty (gestão 2019/2021), Andreia Rigueira, pediu aos colegas do Serviço Exterior Brasileiro que votassem positivamente pelo acesso. “O tempo passa, os governos se alteram e ficam aquém nossas expectativas de melhoria de trabalho, especialmente no Itamaraty. A aliança do Sinditamaraty com o Fonacate precisa ser estabelecida, formalizada. Essa adesão fortalecerá nossas negociações pela conquista de respeito, reconhecimento. A gente vai conseguir melhor se organizar. Convidamos a todos os colegas sindicalizados para garantir essa formalização”, finalizou.

Para Felipe Heimburger, secretário-geral do Sinditamaraty, “é simplesmente uma questão de justiça e isonomia” a adesão ao Fórum. Essa afirmação está ligada ao historico de parceria entre o Fonacate e o Sinditamaraty, representante sindical de todas as categorias do Servico Exterior Brasileiro: Assistentes de Chancelaria, Diplomatas, Oficiais de Chancelaria e Servidores do Plano de Classificação de Cargos e do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PCC/PGPE).

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