Desde que o surto de coronavírus começou no mundo, assuntos como repatriação e socorro aos cidadãos brasileiros fora das fronteiras nacionais vieram à tona. O primeiro resgate do governo federal ocorreu em fevereiro deste ano, trazendo de volta ao país 34 pessoas que estavam na cidade chinesa de Wuhan, considerada, na época, o epicentro da contaminação do novo vírus.

 

A operação, bem-sucedida, trouxe luz ao Serviço Exterior Brasileiro. Executado por pouco mais de 3 mil servidores, as atividades desempenhadas por eles garantem a segurança dos brasileiros que vivem e transitam no exterior, bem como a diplomacia entre os países. “Muitas vezes, o que se sobressai da nossa atuação é a agenda política do Brasil com as demais nações, mas esse é só um dos braços do nosso serviço, que também conta com a parte administrativa e consular”, ressaltou o presidente do Sindicato Nacional do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty), João Marcelo Melo.

 

Essas partes não são independentes entre si. Pelo contrário. Se o Itamaraty dispõe de mais de 200 representações em todo o mundo, além dos escritórios regionais e da Secretaria de Estado das Relações Exteriores (SERE), em Brasília (DF), cada uma das funções desempenhadas pelos servidores é imprescindível para o bom andamento da atuação brasileira fora do país.

 

“São os nossos servidores que entram em contato com os governos internacionais e outros ministérios brasileiros para providenciar o socorro do nosso povo em situações de risco, como ocorrido no Peru recentemente. Mas, também, são eles que providenciam o pagamento dos salários dos nossos colegas que estão no mundo afora e a manutenção de cada um dos postos no exterior, além de garantirem o fluxo de comunicação entre a Sere e os postos, de executarem ações delimitadas pelo ministério e prestarem auxílio a todos que nos procuram”, pontuou o presidente.

 

Além dos diplomatas, executam o Serviço Exterior Brasileiro mais três carreiras: os oficiais de chancelaria, os assistentes de chancelaria e os servidores que integram o Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE) e o Plano de Classificação de Cargos (PCC). Juntas, essas três carreiras representam a metade do quadro de pessoal do Ministério das Relações Exteriores (MRE). “O que é destacado na ponta representa o enorme esforço de todos os servidores. Nenhuma carreira ou ação deve se realçar acima da outra. Somos interdependentes”, explicou João Marcelo.

 

Para facilitar o contato dos brasileiros no exterior, o Itamaraty divulgou linhas diretas com os servidores, a fim de garantir o socorro e a agilidade neste momento de pandemia. Mesmo com os decretos de quarentena, os postos, dentro e fora do país, continuam executando suas funções. “Entendemos que o nosso papel neste momento é essencial. Se antes desta crise já tínhamos muitas demandas, devido ao baixo número de servidores, hoje nos desdobramos ainda mais para cumprir o nosso papel”, finalizou.  

 

Crédito/Foto: Sérgio Lima (Poder 360 - 9 de fevereiro de 2020)
Montagem: Hudson Ernandes (Sinditamaraty)

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